27 de junho de 2011

De Roberto Didio

Palavra e imagem vencidas pelo uso, de cara, sai nada. Tenho prazos. Penso sons: vento na seda vermelha da pipa, aquela tosse antes do acorde inicial de João Gilberto, peteleco em taça de cristal, quique e repique das bolinhas de pingue-pongue. Ressaca. Secura. Descalço, quero geladeira e água. Não sai mesmo. Que venha o zás do dia.

Começo a espiar meus emails, Rena mandou um link, encontrei Orí. O capitão da obra – Douglas Germano – conheci pouco, mas quando os bruxos de guarda se entendem, no primeiro aperto de mão, não é preciso infância, arquibancada ou porres com firma reconhecida. E Everas apresentou, bastou.
Na caixa: coloridas águas de cachoeira correndo de baixo para cima!

Precisamos de Orí.

Damiões obrigam o Didio a se despedir em Pessoa:

Que chega a fingir que é dor
A dor que Everas sente.


Obrigado, Didio!

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