29 de maio de 2007

SEU FERRERA E O PARMERA - 17/05/2005

Partido Alto abre espaço para um Samba de breque. Na última sexta, arrematei a epopéia dedicada a Everaldo ÉfeSilva

Sempre que o Parmera joga em casa
com tufão ou sol em brasa, o Seu Ferrera vai
de manhãnzinha ele já sai
Rapidinho ele se veste e embarca na leste-oeste
pra descer na Marechal
de lá, a pé é mais legal
Em direção ao Parque Antarctica
invade um butiquim e pede uma Brahma
se não tiver ele reclama
E descutindo o certame, ele arrisca um salame
e diz que hoje dá
Mas o Marcão não vai jogar
Depois da quarta abrideira paga e sai
de butiquim em butiquim é que ele vai
pois sabe que a torcida que canta e vibra
não é a mesma sem Ferrera lá
Ele é o terror do Mustafá
Compra o jornal e lê primeiro o Avalone
o Chico Lang rasga e joga em plena pista
Juca Kfouri ele despreza friamente dizendo:
Ele esqueceu que é freguês da gente
E vai assim todo contente
Em frente ao parque ele avista toda a massa
é casa cheia para ver o verde escrete
encara uma calabresa ao vinagrete
e descobre que o Magrão hoje joga com a 7
Esse é valente, esse é o valete
Adentra o Majestoso da Pompéia
e verifica que a platéia está toda lá
Para a torcida adversária do outro lado
faz um sinal mal educado e vai se sentar
Nesse momento o Verdão penetra a cancha
e ele sambando com o batuque lá da Mancha
Diz: Que beleza! Que tarde azul
hoje não sobra nada para o XV de Jaú.

Começa o jogo e fica aquele vai-não-vai
toque de lado, passe errado e o gol não sai
Inteligentemente o XV contra ataca e distribui
drible da vaca só pra chatear
Aos 37 seu Ferrera se lavanta
contrariado ele não vibra e nem canta
Grita: Juiz! Já ficando azul
não vê que isso foi falta e bem em cima do Dudú.
Mas não adianta! Zé Mário
1 a 0 XV de Jaú
E o juiz apita e aponta o meio campo
o primeiro tempo foi aquele desencanto
Compra uma água, um amendoim
diz: no segundo tempo a gente vira, vai por mim
O XV nunca joga assim
Começa o jogo e recomeça todo o drama
porque o XV faz um baile em plena grama
Num cruzamento displicente do Alceu,
o Magrão tava impedido mas o gol Valeu
Seu Ferrera enlouqueceu
O tempo passa e o jogo fica uma trsiteza
Pros jogadores o empate tá beleza
E ele grita:
Pro ataque seus Jacú!
Nervoso, o Seu Ferrera treme mais que o Yamandú
Ô Magrão! esse aí não é o Barça não!
É o XV de Jaú, seu mané!
47 um escanteio pro Parmera
e a torcida faz zoeira só pra ver se dá
Alceu levanta e alguém enfia a testa
silencia o Palestra...
pra depois vibrar

E o juiz apita e aponta o meio campo
O Claudecir sai do gramado como um Santo
E seu Ferrera, creia você
Foi beber à vitória no ensaio da Nenê

3 comentários:

Yuri de Castro disse...

Essa letra é genial, Douglas. http://fitabruta.com.br/2013/02/5-musicas-sensacionais-futebol/

Douglas Germano disse...

Obrigado, Yuri!
Mas Genial mesmo é o protagonista. A mim só coube coloca-la no papel.
Abraço!

Daniel Oliveira disse...

Linda! Folclórica!