7 de abril de 2022

Ode do pode não pode

 (Fábio Peron / Douglas Germano)


Aquilo pode

issaqui diz que num pode

acho até que, podê, pode,

mas é bom num arriscá, não

quando num pode, pode ser

que dê é bode

nem sei se bode pode

bodejar no baião


Um pode e num pode

de rachar o quengo

num tamo podendo nem palavrear

e quem diz que num pode

tudo tá podeno

e a gente só veno

ele se arrumá


Mas issaí num infrói

e também num contribói

Nós semo tudo da lida

trabáia que dói

é preto é branco é mané

de fé, pagão ou muié

Tudo explorado

que os homi

mói como quiser.


Mas issaí num infrói

e também num contribói

Nós semo tudo da lida

trabáia que dói

Larga desse cunversê

e manda o povo juntá

os homi vão é corrê

se a crasse se infezá!

Nenhum comentário:

O Cúmulo do Samba

(Douglas Germano / João Cavalcanti) Eu fui enterrado à revelia Muito vivo e em cova rasa Fiz o letramento em letargia Antes de insurgir em c...