17 de setembro de 2014

Bilhete

Queridas e queridos cantores(as), intérpretes.

Peço desculpas antecipadas aos que têm tato, respeito, cuidado e que são camaradas. Esse recado não é para vocês.




















Quero lhes dizer o seguinte:
Minhas músicas são minhas flores. Minhas flores compõem meu jardim.
Tenho muito zêlo com meu jardim.
Por favor, não pule minha cerca e arranque minhas flores.
Não pense que as colocando em seu vaso e as mostrando por aí, dizendo ou não que são minhas, me deixará mais ou menos feliz.

Não lhe pedi nada. Não vou lhe pedir nada. Minha felicidade, há muito, muito tempo, está no meu jardim, não nas suas mãos, no seu vaso, na sua casa, no seu show, no seu disco.
Minha finalidade é plantá-las. É ter meu jardim florido. Não as arranque sem me avisar.

Bata palmas na porta da minha casa. Diga: Oi! Como vai?! Diga que gosta desta ou daquela e eu as lhe darei com muito gosto. Posso até plantar e cultivar uma só pra você, mas não as arranque.

Se você pegou uma contando com o fato de nos conhecermos proximamente, aviso: Isso prova que não nos conhecemos proximamente.

Bata palmas, dê bom dia, lembre-se que você não tem nada a oferecer que me interesse além de sua amizade e respeito.

É isso.

Essa coisa cafona de flor e jardim é só para ilustrar, pois para alguns, você tem que desenhar sobre coisas básicas. 






2 comentários:

Alexandre Silva disse...

Infelizmente isso existe muito por aí, Douglas. Não só na música, vc bem sabe disso. Tem pessoas que nada criam, e se apropriam do trabalho alheio sem os menos creditá-lo, ou mesmo pedir autorização. Precisamos combarer isso sempre! conte com meu apoio!

Douglas Germano disse...

Isso, Chan!
É um período em que se vive o presente perpétuo e o "protagonismo vaidoso e desesperado" graças à exposição possibilitada pelas redes da internet. Tudo, cada vez mais, gira em torno do próprio umbigo. Não importando o que está em volta como se o mundo tivesse começado no dia em que a pessoa nasceu. Uma pena. Eu só lamento.