18 de junho de 2014

Brasil, esquentai vossos pandeiros que minha fome é tanta...





















A entrada em campo:
Esse negócio de mãos dadas, mãos no ombro, me soa uma busca sensacionalista de emoção barata.
Em qualquer grupo, se ele está realmente entrosado o que acontece é exatamente a dissimulação deste entrosamento para que ele tenha efeito.
Zico não precisava entrar de mãos dadas a Adílio, por exemplo. Todo grupo tem seu próprio sarro, seus códigos.
No futebol, já que trato dele aqui, cada jogador pede a bola ou avisa que está passando com um som carcterístico. Quem jogou bola sabe disto. Nêgo Ni, excelente meia de um time que joguei (MTS - Meninos do Taboão da Serra) imitava uma cobra cascavel: “tic tic tic”. Era só tocar que você sabia que ele estaria lá caso ouvisse o “tic tic tic tic”. Se o grupo, o time, a turma, a banda, está mesmo acima das vaidades, a última coisa que vão fazer é mostrar isso. Simplesmente porque é a última coisa que irá lhes passar à cabeça. 
O time em 94  entrava de mãos dadas, meio torto andando de lado. Curiosamente bem à carater para o futebol que apresentou. Ganhou, mas nem de longe convenceu. Este de 2014 segue em ordem unida de mão no ombro. Também desajeita o andar logo na entrada em campo. Desequilibrado no gesto meio facista e sem significado real nenhum exceto para montar o reino encantado ufanista da tv globo que insiste em nos mostrar coisas que não existem como se existissem. Deve servir também para a torcida formada pelos endinheirados mais reacionários que prezam muito a ordem das “coisas como estão” para eles próprios.

O hino:
Também não tem significado real nenhum cantar o hino até a metade como se estivessem vociferando o último discurso diante da guilhotina. Para a globo, se encaixa no roteiro na parte “demonstração de garra e paixão”. Para mim é uma demonstração de histeria coletiva. Por isso é que eu acho que, o hino nacional nestas circustâncias, copa, olimpíada, final de campeonato, deveria ser substituído por “Nação” de João Bosco e Aldir Blanc ou por “Brasil Pandeiro” na versão dos novos baianos. Guardaria a obra de Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva, para posse de presidente, 7 de setembro e situações especial político administrativas nacionais.

O jogo:
A seleção abriu mão do meio campo. O único com possibilidades de assumir a armação, no meu entendimento, é Oscar. Começa o jogo e vejo ele lá na ponta esquerda. Do outro lado, na ponta direita, Ramires. Ele até me lembra, de relance, o Paulo Isidóro, mas não foi por atuar naquela posição que chegou à seleção. É volante. No máximo um volante que chega para finalizar.
O México marcou muito bem. Forçou Fred a sair pra buscar jogo, o que não é a dele e espremeu Neymar que, mesmo assim, conseguiu finalizar nas duas melhores chances de gol entre as três que tivemos.
Paulinho sem tempo de bola, pesado, perdido em campo. O meio campo da seleção brasileira é um lugar por onde a bola só passa pelo alto. É o cacoete da roubada de bola na intermediária e bico pros atacantes como der. Sim, porque não dá pra chamar aquilo de lançamento.
Dani, estabanado, afoito, mão fechada, acertou um cruzamento. MArcelo a mesma coisa sem contar os passes errados e o penalti que tentou cavar ao invés de seguir a jogada , pois a bola não estava perdida. Ridículo. Fosse real a “gana furada” na hora de cantar o hino ele teria arrastado o mexicano com ele pra linha de fundo e tocado aquela bola pro meio da área.
Júlio César me dá medo. Os mexicanos batem mesmo muito de fora da área, mas ontém se superaram. Sabiam da insegurança de J.C. Cheguei à conclusão de que ele está inseguro mesmo, pois pulou, com esforço, em bolas que qualquer outro goleiro faria golpe de vista. Inclusive cedendo escanteios. Fosse real a auto confiança, veríamos aquela cena em que, ao mesmo tempo em que a bola segue para o gol, o goleiro sai andando em direção à marca do penalti  falando com a defesa sem olhar pra bola.
Falta um articulador no meio. Só pode ser o Oscar. Por mim, sairia Paulinho, entraria Hernanes para fazer essa articulação com o Oscar.

Bigode:
O tempo foi passando e a câmera começou a mostrar o Bigode. Lá estava ele fazendo aquela cara que fazia no Palmeiras quando procurava o Galeano. 
Na entrevista, emburrado, fez que não, que está tudo bem, aliás, 10% melhor.

O Entorno:
O entorno que me basta por agora, pra não tratar da polícia sentando a borracha por aí, é dizer que há relatos de repórteres de fato que existe um trânsito notável de helicópteros entrando e saindo da concentração da seleção. Helicópteros de Luciano Huck e “celebridades” do mesmo naipe. Imaginem se chegar às oitavas.

Destaque muito positivo para Thiago e Luís Gustavo. É bom nem falar tanto pra não secar.




2 comentários:

Anônimo disse...

douglas, o download do ORI via link aqui provido está corrompido, ou com algum problema.
o arquivo vem em formato desconhecido (.)

abraços

Douglas Germano disse...

Olá!
Verifiquei. Não há problema com o link. O arquivo esta compactado. Depois de baixar, clique com o botão da direita sobre o arquivo. Escolha a opção extrair ou a opção 7-zip / extrair.
Muito obrigado pela mensagem!
Caso não consiga utilizar o link, me avise para que eu providencie o Orí de outra forma para você.
Abraço!