27 de abril de 2012

Orí Indicado

















Orí foi indicado, na categoria Álbum de MPB, pelo site Dynamite
Você, depois de fazer um cadastro, pode entrar e votar em todas as categorias. São muitos amigos indicados. Muitos trabalhos bons.
Divirta-se.

2 comentários:

Everaldo Efe Silva disse...

Que beleza, Doglão! Parabéns a você e a todos os indicados!

Tânia Viana disse...

Ontem deitei-me na cama e abri novamente meus ouvidos para “ORI”
Mas desta vez, não fui buscar deleite.
Fui procurar defeitos...
Fui procurar o “por quê” desta exclamação colocada por você diante do teu nome na lista de finalistas do Prêmio de Música.
Fui com gana!
Ajeitei-me na cama, no quarto escuro, pra aguçar a escuta...
Fui procurar Pelo em Ovo.
Botei o “Ori” pra girar...
Descobri que o “Ori” que ouvi ontem é muito diferente do que ouvi há um ano atrás, quando você o colocou pra girar por estas bandas onde hoje escrevo.
É diferente porque está vivo!!!
É a Gênese da faixa tema.
É a síntese do Espólio.
É a antítese do Obá Iná...
É isso mesmo, Germano, não há justiça sem amor...
Por isso o roteiro trágico do Damião, o fundo do poço de Gota a gota;
A perversidade de Falha humana e o desapego da Canção de “Des-meninar”... (peço permissão para o hífen!)
É a maré cheia de Jaci que vem se juntar aos sacis e alçapões mágicos que a antecedem em busca de reconstruir o universo idílico.
A sinceridade de amores parecidos... Seu Ferreira, apaixonado e teu coração, apaixonado também, pela vila mais linda do teu país!!!
É a esperança do broto que surge e ri, de tudo que foi dito e ainda está por ser aprendido...
Deslizando por este discurso, descobri que ORI não é um disco bonito!
Bonito só, não!!!
É um disco pensado, narrado, roteirizado.
Não tem nada de catado, nada de graça, nada desamarrado.
É um presente finamente lapidado, embrulhado e arrematado com laços de fita de cetim.
Estes meus ouvidos cruéis encontraram violões que gingam e brincam como se fossem cavaquinhos, atabaques que quizombam, harmonias que sugerem caminhos e que surpreendem na conclusão!
Encontrei reverência e gratidão, generosidade e abundância de discurso pleno de razão.
Não tem nada vazio lá.
Nada foi de graça.
Fui com o ouvido disposto a encontrar defeito e depois de tanto procurar, me vi obrigada a voltar aqui pra agradecer....
Agradecer pelas lágrimas que botaram desse meu olhar já tão seco de beleza. Agradecer pelo prazer que veio pra acariciar estes meus ouvidos, já tão cansados de tanta música sem nada pra dizer.
Obrigada Douglas.
Tem muita vida no teu Ori.
Vida talhada a cinzel, forjada a ferro e fogo, poesia dura e rascante escrita com sangue da tua veia que pede pra transbordar....
Transborda que a gente agradece!
Eu, pelo menos, declaro-me eternamente grata.