19 de dezembro de 2011

João Clemente Jorge Trinta

Os últimos dias proporcionaram perdas incríveis.
Só no último final de semana Sérgio Brito, Cesária e o Joãosinho.
Joãsinho não perdeu a oportunidade de fazer daquele grande cortejo um espetáculo. Fez Mais que isso. Transformou o desfile de escola e um manifesto de idéias, provocações e questionamentos.
Eu esperava coisa parecida do tal do Paulo Barros, mas tudo deu em água, em humor de consumo.
João não.
Já fazia falta há muito tempo. Agora só ganhamos a certeza de que não virá mais mesmo. 
A frase dele tratada como polêmica — "pobre gosta de luxo! quem gosta de pobvreza é intelectual" – pode ser confirmada agora com o público incomodo revelado pelas classes média e alta com o aumento do poder econômico de classes menos favorecidas. Já teve até âncora de jornal chamando de absurdo o fato de gente pobre estar comprando carro a torto e direito.
A mnha tristeza é constatar, pelo andar da carruagem, que continuarei sentido falta do Joãosinho por muito muito tempo. Talvez até que meu próprio tempo acabe. E coninuarei me lembrando pelo pior aspecto: Não pelas mãos de um discípulo de ética, conciência e capacidade de criação similares, mas simplesmente pela falta mesmo. Só pela falta. Pela ausência total de um caráter que não se vende.


2 comentários:

Douglas Germano disse...

Joãosinho!
Como diz o camarada Eliseu:
"Eles não entenderam nada!"

Parabéns!!!!!

Everaldo Efe Silva disse...

E como o maior acesso do pobre incomoda.... Tanto pelo teco a mais em si, quanto pelo muito que se faz do pouco que se conquista.