28 de janeiro de 2010

O Haiti é lá, meu amigo. O Jardim Pantanal é que é aqui.

A desobstrução e limpeza de galerias de esgoto, bocas de lobo e bueiros têm um custo alto para a prefeitura de São Paulo: Não dão visibilidade.
Trabalhos e manutenções subterrâneas, não necessitam parar trânsito, andâimes, tratores, guindastes.
Forçado a fazer alguma coisa, diante do caos, o Frefeito Wassab no do zotro é refresco, saiu-se com um plano de "Choque" que atuará na limpeza de boeiros.
Para tentar "minimizar" entenda-se diminuir os altos gastos da operação (como disse acima), nosso Wassab no do zotro é refresco, anúnciou um inusitado "X Verde".
Em suas palavras: "Onde tiver o X Verde, tá limpo!"
Certamente, Oscar Freire e adjacências terão calçadas marcadas com um X verde desenvolvido por algum designer de agência de propaganda.
Já no Jardim pantanal, alagado desde 8 de dezembro, será impossível devido a problemas de acesso aos locais obstruídos. Mas assim que a água baixar...se deus quiser.
Isso sem tocar nas críticas que o Frefeito fez a gestões anteriores. As culpou por décadas de atraso. Só não disse que fez parte delas.

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O Jardim Pantanal fica bem pertinho do Corinthians/Batavo
Esse sensacionalismo todo torna pop certas atitudes. É melhor mandar milhares de litros de leite para o Haiti que arranjar uma centena de bombas e caminhões pipa
para, tentar ao menos, dar uma solução para o alagamento naquele bairro ou em outro entre os seriamente afetados pela água. Posto que a ação de arrecadação se dará em um estádio que pertence a Prefeitura de São Paulo.
A iniciativa do leite é louvável, mas a alienação, não. O mundo todo está cuidando do Haiti, mas e do Jardim Pantanal quem cuida?
E onde estão os vereadores da nossa medonha câmara que têm seus currais eleitorais nestas regiões e que, entre um habite-se e outro, se perpetuam em suas cadeiras?

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Parabéns São Paulo! Quantos anos mesmo?
Para os forjadores de opinião que, invariavelmente, vivem e observam um perímetro que não cruza Tietê, Pinheiros e Tamanduatei, a cidade vai muito bem.
Tanto que um dos principais jornais do País com sede neste perímetro, se dá ao luxo de soltar um carderno destinado a comentar o final da série Lost. Importantíssimo.
Aliás a série lost é aquela em que, perdido mesmo, fica quem assiste.
Enquanto a empáfia do perímetro entre rios assiste lost, as pessoas de além rios ficam perdidas esperando algum tipo de assistência e de socorro. Evidentemente, sob o olhar atento dos helicópteros transmitindo ao vivo com patrocício multinacional.

Um comentário:

Phermarcia disse...

Aí, colega, matou a pau!Sinto muito mas já copiei e estou divulgando. bjos.