21 de dezembro de 2009

As histórias

Muitas se perderam pelo caminho...
Muitos se perderam pelo caminho.

O fato é que a história é de quem a conta. Do jeito como conta quem a conta. Mesmo que quem a conte não tenha necessariamente certeza ou ao menos tenha estado perto da história que conta.

Há também quem conte a história de outro. Calma, não estou me repetindo, quero dizer: há quem conte uma história que é de outro. Que diga coisas que saíram de outra boca, mas como a história é da boca que conta, fica sendo desta a história contada.

E estas histórias todas mal contadas às vezes saem no jornal. Este, vive de contar histórias. Mal contadas ou não, faz delas história oficial atravessador que é.

Pois então, uma frase da boca de outro, entra numa terceira, sai pela boca do quarto, entra pela cozinha e, registrada por um atravessador ávido por novidade e histórias “originais”, a registra e oficializa.


Vira a história oficial.


E a história se espalha.


Do jeito que contou quem não a viu.



Do jeito que escreveu quem não a ouviu.




Do jeito que falou quem não a pariu.




“todo mudo se abraçou, o auditório aplaudiu...”

(só pra não perder a rima)


É isso aí.

Nenhum comentário: