2 de outubro de 2008

Psiu, silêncio!

A vaidade é certeira. Ela não tem pudor, ética, é centralizadora e abusa da generosidade alheia. Ela não tem argumentos consistentes, mas argumenta. Argumenta do argumento alheio. Se dobra a qualquer aceno, a qualquer migalha que lhe joguem. Muda de cara constantemente, pois precisa ver no espelho aquilo que projeta em si. A vaidade não tem visão periférica, mas um foco bem agudo que lhe exibe apenas, as pontas dos sapatos. Seu ponto de contato mais rasteiro com a realidade. A vaidade tem problemas gravíssimos e por isto, por estar sempre sobrecarregada, precisa de muita atenção e prefere falar de si mesma, já que seu problema é o único que realmente existe. A Vaidade é debochada, pois isto lhe livra de qualquer responsabilidade. E em caso de apuração de responsabilidades, tenha certeza de que a vaidade será sempre a vitima.
A vaidade é certeira como é certeiro o cenário de seu fim de linha: ensurdecedor silêncio repleto de solidão.

Feliz solidão, psiiiiiiiiiiiiiiiiiu.

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