29 de maio de 2007

2º DE MAIO - 02/05/2005

Deus me livre! Lembro-me muito bem do dia em que o Senna morreu. Era um domingo 1º de maio e eu estava na casa de Tânia para resolver algumas pendências e almoçar. Eu nunca assisti fórmula 1 para ver acidentes nem olimpíada para ver o cavalo refugar ou o atleta cair das argolas. Eu faço parte da turma que torce pelo trapezista, mas juro que exclamei para mim mesmo: “Pôxa! Ele tinha que morrer em um 1º de maio!”.
Diante da euforia dominical “global” criada para promover todos os seus produtos e que sempre se alastra pela população, não foi difícil imaginar que no ano seguinte, as “comemorações” (entre aspas, pois comemorar o quê?) do 1º de maio seriam apagadas pelo 1º aniversário de morte de Ayrton Senna.
Eu estava enganado. A morte do piloto é fichinha diante dos shows, sorteios e discursos.
Outro engano ainda maior foi imaginar que com um eventual governo de Lula-lá as coisas voltariam para o lugar.
Como as questões relacionadas ao trabalho ficaram para segundo plano, resta discutir, protestar ou comemorar para alguns, neste 2º de maio. Simbolicamente uma segunda-feira, o dia mais difícil na vida de um desempregado.

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